Ontem minha mãe, que passou um mês cuidando de mim e do Pietro, foi embora. Era ela que acordava nas madrugadas para me chamar, quando o pequeno estava chorando de fome ou dor e, depois que eu amamentava, ela o fazia dormir, tudo para que eu pudesse descansar ainda mais. Esses dias com ela aqui em casa deixaram a responsabilidade de cuidar de um bebê recém nascido menos árdua e mais leve, pois qualquer coisa eu podia gritar “Mãe, me socorre aqui”….
Estou chorando desde o início da semana passada, por saber que o dia de ontem estava chegando. E chegou rápido demais, sem dar tempo para que eu me preparasse para a despedida. Tá certo que estou exagerando e dramatizando um pouco, e que ela está apenas a 1,2 mil quilômetros de distância, no mesmo país, apenas três estados acima do meu, mas sou/estou sensível demais e preciso contar para vocês.
Quem me conhece sabe o quanto meus pais são importantes na minha vida. Eles são meu porto seguro e ficar longe deles e dos meus irmãos é a única coisa que me dói desde que escolhi viver com o Má em outro estado. Quando aceitei ficar com meu marido, não pensei que seria tão difícil ficar longe deles.... mas é bem dolorido. Só com essa separação é que pude compreender quando as pessoas dizem que a saudade dói. Sim, dói muito.
Sempre briguei muito com a minha mãe. Sempre tivemos nossas desavenças, nossas diferenças, mas, por incrível que pareça, somos idênticas. Somos parecidas em tudo, mesmo sendo diferentes. E, depois que engravidei, pude compreendê-la ainda melhor, pude entender a razão de muitas das atitudes dela ao longo da minha vida e me senti culpada por muita coisa que fiz e disse para ela, sem motivos ou razão.
Esse texto é um texto de agradecimento por ela ter cuidado de mim durante esses 30 dias com todo carinho e amor que uma mãe pode ter por seu filho. Mas é um texto de desculpas por tudo de ruim que eu fiz à ela, sem pensar, por não saber o quanto eu a magoaria.
Se pudesse voltar atrás, com certeza eu faria muita coisa diferente. Uma delas é dizer mais vezes o quanto eu a amo!
Obrigada, mãe!
6 Diz aí!:
Lindo, lindo, lindo.
Mas pode ter certeza de que ela sabe que vc não fez por mal Pri, até porque todas nós, quando ainda filhas, fazemos a mesmíssima coisa e, só quando nos tornamos mães, entendemos que toda aquela chatice e rabugice que tanto nos incomodava, eram na verdade, amor e proteção.
Ai, Prizoca. Fiquei bem emocionada com o teu texto. Fica bem, querida. Ela sabe que qualquer coisa que tu tenha dito foi da boca pra fora. Um beijo.
Pri,
Eu tb não fazia ideia do quão dolorido seria ficar longe da minha família qdo decidi viver meu grande amor aqui no RS...ontem voltei de Cps e como me doeu olhar pra trás e ver meus pais e irmã naquele aeroporto...
Fica bem, flor!
beijooooooo
Olá
Parabéns pelo coment tão legal
emocionante e que baby fofo demais
Passando pra desejar que tenhas um lindo sabado e um domingo especial
Que Deus abençoe vc e toda sua família
Beijos
Apareça no meu blog
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Pri! Entendo exatamente o que você diz... Se a mãe da gente já é TUDO de bom, quando nasce um filhote, a ela se torna ainda mais importante que o marido (desculpa aí, Mô). Entendo o teu vazio e tristeza. O bom, é que esse gurizinho lindo vai ter muito tempo para ser paparicado pela avó! beijos! Gueibe
Muito fofo eu acho lindo ver uma relação mãe e filha assim com cumplicidade, as pessoas são diferentes sim. Mas o amor que as une é diferente, eu também disse coisas a minha mãe que depois quando ela me esclareceu algumas verdades eu tve vergonha, mas sei o quanto eu a amo e torço por cada vitória dela.
Parabéns pela sua mamãe.
Beijos,
@Thalilopes
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