Quero ter um milhão de amigos…
Eu sempre quis ter muitos amigos. E teve uma fase da minha vida que eu estava rodeada de pessoas. Muitas pessoas, muitas turmas diferentes, vários programas com gente de diversas tribos. E eu adorava isso, essa agitação, essa não-rotina, essa badalação toda.
Mas hoje em dia essa realidade já não me pertence mais. E não é por causa do nascimento do Pietro não. Há algum tempo eu sinto que me afastei das pessoas e, quase não cultivo as poucas amizades que me sobraram.
Tá, vocês podem estar pensando que amigo verdadeiro e sincero a gente tem poucos. Sim, também concordo com isso, mas na fase que tinha vários conhecidos com quem me dava super bem, não achava ruim não… até gostava de estar cercada de pessoas diferentes, mesmo que não fossem aqueles amigos pra toda hora. Mas eram pessoas que deixavam a vida um pouco mais leve e divertida.
Acho que o mundo digital é em parte responsável por esse meu afastamento. Tudo é resolvido por email, o que torna essas relações mais frias e impessoais. Eu diria que essas amizades ficam mais acomodadas. É claro… é muito fácil escrever um único email e mandar para várias amigas, mudando apenas o nome para quem se envia. Para se ter uma idéia, todas as minhas amigas, sem exceção, conhecem o Pietro apenas por fotos enviadas por email. Fico triste com isso… me sinto mal comigo mesma.
Outro motivo para o afastmento (e aqui faço uma mea-culpa) é o casamento. Todo mundo sabe que quando estamos namorando (ou casadas, como no meu caso) nos afastamos dos amigos – pelo menos dos nossos amigos. A gente tem mais responsabilidades, faz programas a dois e acaba se distanciando mesmo…
Já no meu caso tem outro fator: mudei de cidade e de Estado e, por isso, acabei me afastando ainda mais das poucas amizades que ainda tinha. Resultado de tudo isso: me sinto culpada por não ter as amizades de antes. Fico tentando resgatar algo que já está perdido e que dificilmente voltará.
Mas será que o outro lado, as pessoas que eu considero minhas amigas, também não tem um pouco de responsabilidade nesse afastamento? Sempre que bate o remorso, a vontade de saber como essas pessoas estão, eu escrevo e peço notícias. Nem sempre as notícias chegam. E sempre sou eu que procuro… quase nunca sou procurada.
Esse post é um desabafo (sim, estou sem terapeuta há tempos). Será que sou chata? Será que sou tão insuportável assim para as pessoas não quererem(?) notícias minha? Ou será que isso acontece com todo mundo, o afastamento natural pelos motivos acima e só eu que fico me lamentando?

5 Diz aí!:
Eu sempre quero notícias tuas.
Eu te quero por perto sempre! Sinto muito a sua falta..Estamos (meninas do DDD) empolgadas para ver você logo!
Te adoramos muito!
Beijo
Pois sabe que sinto a mesma coisa que vc? Principalmente a parte de que sou sempre eu que procuro. Aí, procuro uma, duas, três vezes e depois acabo descobrindo que não vale a pena o esforço por quem não está nem aí. Economizo esse tempo perdido para gastar com pessoas que, mesmo sem conhecer pessoalmente, tornam minha vida mais leve, como vc muito bem definiu, assim como vc e o Marcio.
E assim caminha a humanidade, querida. Pode ter certeza de que, quem vale a pena, vai estar sempre presente: pessoalmente ou virtualmente.
Pri!!! Mais uma vez me identifiquei pacas com seu desabafo, por que será??? rsrs
Estamos vivendo fases muuuuito parecidas e no meu caso, que já tinha dificuldades de manter a proximidade antes mesmo da era digital, imagine agora. Tem pessoas da minha família que considera super amigas que agora, mesmo em encontros pontuais, não retribuem um simples "como vão as coisas"...
Mas amigo não vai embora e muito mesmo a gente esquece. Eu continuo firme, acreditando que cada fase tem um motivo para existir.
Curta muito o seu lindo Pietro e dê a ele o seu melhor, não devemos esquentar com tantas coisas que passam em nossa mente, um verdadeiro turbilhão de dúvidas e reflexões.
Estou com saudades e agora mais ainda, pois quero ver o Pietro pessoalmente também!
Quando estiver por aqui (SP), me dê um toque que tentaremos um encontro, ok?
Mil beijos e obrigada por dividir tanto em tão pouco espaço!
Nunca fiz comentários por aqui, aliás vi o nome do seu blog quando estava lendo o da Lú Brasil. Sabe querida temos muito em comum tudo o que você escreveu como desabafo é real e verdadeiro. Moro em Caxias do Sul a quase 5 anos, mas sou de São Paulo, tenho pouquíssimos amigos aqui e os milhares que deixei em SP parece que já não se importam tanto comigo. Mas o que me motivou mais a te escrever é pelo simples fato de fazer amizade com alguém que sente as mesmas coisas que eu. Se quiser posso te ajudar com seu bebê, os meus já estão grandinhos mas não perdi a prática.
Beijos Patrícia
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